“Não sabem! Elas tentam, tentam, mas nunca hão-de conseguir!”
Pois é, cá estamos…
Como provavelmente tiveram ocasião de constatar, o vosso muy ilustre e digníssimo cronista é esquizofrénico catatónico e tem dupla personalidade. Nada de grave, apenas algo impeditivo de conseguir, efectivamente, escrever crónicas.
Mas
(como diz uma amiga minha)
nada temam!
Que o coxo arranjará sempre maneira de conseguir publicar os seus devaneios, loucuras, ideias e opiniões!
(merda)
Há uns dias atrás, enquanto caía da minha bicicleta dei por mim a pensar: “porque faço isto?”. Uns quantos arranhões depois a mesma pergunta voltou a invadir o meu são território neuronal; mas por um motivo diferente.
O livro do Erasmo é fenomenal! Sabem aquela desculpa que arranjamos para justificar todas as nossas atitudes menos inteligentes?
(burras, mesmo!)
As nossas falhas, erros, más notas, não ter saído o Euromilhões, a mulher andar a fornicar o vizinho, o pirquito ter morrido?
Decerto que sabem.
O Erasmo encontrou a desculpa para tudo… prontos?
Aqui vai, chama-se: LOUCURA!
(okay, o gajo passou-se de vez)
Exacto! Segundo o holandês, a estultícia é a mãe, prima e meretriz do herro umano.
Ou seja, ela é a causa da clusterfuck que às vezes somos peritos em criar em nosso redor, ou em redor de outrém.
“Não sei como hei-de dizer isto: nós somos as mulheres da relação hoje em dia! É ridículo admitir, mas é verdade!”
“Pois é, no século XXI está-se a operar um mudança nunca antes vista, tens razão! Mas sabes o mais engraçado?”
“Erm, não…?”
“É que enquanto nós conseguimos, de facto, (e foda-se, tens razão isto soa mal) ser as mulheres da relação, elas, por seu lado, nunca irão conseguir desempenhar o papel de homens!”
“Precisamente! Eu sei amuar, fazer birra e queixar-me que ela não passa tempo nenhum comigo. Ela não faz a mínima ideia de como é ter pirilau, mijar de pé e arrotar a ver o Benfica!”
Porque é que ainda aturo as mulheres? Porque faço isto?
A resposta óbvia seria: “porque gostas de cona, tanso.”
E não estaria muito longe da verdade. Elas gabam-se das estatísticas da Elle e da Cosmopolitan a toda a hora: “(…) o homem quando não está a fazer sexo, está a pensar em fazer sexo (…) e mesmo quando está a ter relações, por vezes começa logo a imaginar quando será a próxima vez que fará sexo”.
(blá, blá, blá, whiskas saquetas)
Um verdadeiro e minucioso estudo provavelmente desmentiria todas estas afirmações baratas… ou não.
Mas adiante.
Não quero com isto parecer um misógino convicto, e muito menos sexista.
(acho que já vais tarde, miúdo)
Muito pelo contrário tenho um imenso respeito às mulheres…a sério! A misoginia não é bem a minha cena, prefiro a misantropia. É muito mais gira e engloba todos os macaquinhos evoluídos que somos.
Mas adiante.
Chegou a altura de começar a fazer sentido.
Estultícia meus caros, estultícia.
(eu acho que o Holmes dizia “elementar”)
A loucura é o que me faz continuar a idolatrar as mulheres.
“Têm a graça da formosura, mérito que antepõe a todas as coisas, e que lhes serve para tiranizarem os próprios tiranos, O varão tem as formas rudes, a cútis híspida, a barba selvagem (…); as mulheres, com as faces sempre macias, a voz sempre doce, a pele sempre lisa, têm a seu favor os atributos da juvência perpétua. (…) Não é a Loucura a deusa que lhes entrega da melhor maneira os varões submissos? Que é que eles não prometem às mulheres, e que é que eles não permitem? (…) Basta reparar na figura que o varão faz, e nas tolices que diz à mulher quando pretende obter a volúpia que ela concede.”
Erasmo de Roterdão in Elogio da Loucura
Mesmo que elas nunca venham a aprender a ser homens.
(Ámen)
...não somos iguais. Somos seres únicos e microcósmicos que (por assim ser entendida a expressão sociedade) acham que têm de ter os mesmos pensamentos, actos e omissões que o resto da malta à sua volta. Por seres quem és, o somatório de desejos, discurso franco tanto falado como (genialmente) escrito, estudos a meio, de frequencias a que prometes ir, experiência solta e (tanto corajosa como suicida) daquilo que , até prova em contrário, te pode fazer feliz, és na vida das pessoas que te vêm e conhecem (não aquelas que apenas te olham e que te sabem o nome de batismo) uma pessoa insubstituivel. Porque ainda assim (e devido a isso mesmo), vendo-te e conhecendo-te, te amamos. Como pessoas únicas, homens e mulheres não são iguais. Temos fontes diferentes de energia e de sonhos bem como maneiras únicas de lidar com a dor da perda e da procura. Vocês nunca serão mulheres (nem, lamento se podem aproximar da nossa natureza..nem que sejam hemófilicos...) e nós nunca seremos homens (qual de nós troca a proeza dos multiplos por duas bolinhas??!!). E olhando seriamente para a hipotese, tu não trocavas as nossas manias, as nossas birras, a nossa força e dignidade orgulhosa por nada.
ResponderEliminarAdmite!!=)
admito (:
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